segunda-feira, 3 de março de 2008

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foto © voltando do Rio de Janeiro

Há sempre quem ame dentro da saudade
duma pedra, dum telhado, duma rua...
Há quem lance o murmúrio inaudível dum nome,
e nas lágrimas escondidas nas pálpebras cerradas
um grito, um som,
um dizer nunca dito.

Há sempre quem vá (mesmo ficando),
perdido nos labirintos e tantas as encruzilhadas!
Há (indecisão de poeta!) quem jogue
na metáfora das palavras
as estrofes do canto que não ousou.

Há sempre quem parta... e quem volte.

Bernardete Costa

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