terça-feira, 22 de abril de 2008

E quando o futuro chegar...


Não há castigo infinito.
Não há dor infinita.
Um dia a gente termina para começar,
começa para terminar,
refaz o percurso como se nada tivesse acontecido antes.
Deixe-me apenas uma cadeira de palha,
amarela,
para olhar com piedade o que fui
e me deslumbrar com as ruínas.

Fabricio Carpinejar

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