domingo, 4 de maio de 2008

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trago no peito uma saudade antiga
eterno segredo de embalar a ternura num berço de névoa

tenho um pomar que não cheiro
e uma música que não decifro

lá fora mora o medo e uma guitarra despenhada

trago no peito a saudade citrina de amar.

Isabel Mendes Ferreira

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